Mont Saint-Michel

2011 April 19
by Pedro Kiefer

Acordamos em Granville, o dia prometia. Havia um nevoeiro, vento e o sol prometia aparecer. O vento continua cortando de tão frio. Granville fica há 50km do Mont Saint-Michel. Há uns 20km do monte, ele já começa aparecer no horizonte. O sol também resolveu aparecer, só faltava parar o vento agora (coisa que não ocorreu). Ver o monte e suas construções é realmente incrível, vale a visita. O estacionamento estava lotado, todos os turistas da região resolveram aproveitar o belo dia de sol para visitar o monte.

A maré estava no seu nível mais baixo, somente em uns 3 dias que ela começaria a encher. Essa diferença de marés é realmente impressionante, ficam vários quilómetros de praia, com pequenos rios e areia movediça. Haviam diversas excursões caminhando pela areia. Subimos o monte, contornando as muralhas, local onde haviam menos turistas. Na rua principal do burgo hordas de turistas e excursões andavam para cima e para baixo. Logo chegamos a entrada a abadia. Que é a melhor atração do monte, além dele próprio.

Na Abadia existem diversos níveis de salões, no topo está a igreja e o claustro. Abaixo disso num emaranhado de escadas e passagem existem diversos salões, com lareiras gigantescas e pilares incríveis. Definitivamente é impressionante ver isso tudo.

O sol estava queimando e o vento congelava, a sensação era estranha. Caminhamos um pouco pelo entorno do morro antes de retornamos a Granville. Várias pessoas, malucas ou somente europeias demais, molhavam os pés entrando nos rios. Ficamos com a impressão que a quantidade de turista em um lugar como este devia ser um pouco controlada. Haviam excursões demais, pelo menos uns 20 ônibus estavam estacionados, além de uma quantidade infinita de carros.

Chegamos em Granville com tempo para passear antes do pôr-do-sol. Não deu para visitar os museus da cidade, pois eles já haviam fechado. A parte antiga da cidade, em cima do morro, é muito bonita. Jantamos um faux filet com fritas, congelamos com o vento voltando para o hotel.

Rumo ao Mont Saint-Michel

2011 April 19
by Pedro Kiefer

Acordamos em Blois com uma agenda cheia para o dia e com o objetivo final de chegar a Grandville, para visitar o Mont Saint-Michel no dia seguinte. Antes de rumarmos para o litoral, tínhamos que visitar pelo menos o Châteu Chenonceau. Fizemos o check-out do hotel e partimos para a estrada, Chenonceau fica há uns 50km de Blois. O dia estava com nevoeiro e um pouco encoberto.

O Châteu Chenonceau é um dos mais bonitos da região e fica situado sobre o leito do rio. Haviam muitos turistas visitando o local, mas isso não nos atrapalhou. Visitamos todos os aposentos e nos divertimos olhando os jardins. Há um grande labirinto circular no meio do bosque do castelo. Aproveitamos para almoçar no restaurante da L’orangerie do castelo, nos deliciamos com um belo Boeuf Bourguignon com batatas frita.

Saindo do castelo, resolvemos passar na frente do castelo de Amboise, desviando um pouco a rota prevista pelo GPS. Amboise pareceu legal, mas ficamos contentes por termos nos hospedado em Blois. Aqui a cidade tem cara bem mais turística do que Blois. Do castelo só conseguimos ver a muralha, não tínhamos tempo para entrar e visitar. Logo partimos para a estrada. Faltavam pelo menos 350km para chegarmos ao mar.

No meio do caminho, logo na saída de Amboise, tivemos a sorte de passar pelas cavernas Trogloditas. É muito interessante ver os buracos escavados na rocha e utilizados como casas. Vale gastar mais tempo pelo vale, 3 dias são poucos para visitar o vale. Reserve pelo menos uma semana para visitar com calma os principais castelos, vinícolas e outras atrações da região.

Levamos umas boas 4h até chegarmos em Granville. Foi bastante chão rodado, várias paisagens diferentes e de vez em quando um cheiro forte de vaca (acho que estávamos na Normandia). No meio do caminho o carregador do iPhone para carro deixou de funcionar. Tivemos que andar com o GPS desligado, só ligando nos pontos principais. Granville é uma cidade linda, com praias, porto, cassino, restaurantes e história. Estava frio e o vento era congelante. Foi uma ótima dica ficar nessa cidade, ao invés de algum hotel no Mont Saint-Michel.

Terminamos o dia, exaustos, devorando uma bela pizza. A Nanda comeu um calzone de salmão e eu ataquei uma pizza de saint-jacques (vieiras) e camarões. Nham!

Chambord, Chiverny

2011 April 19
by Pedro Kiefer

Acordamos cedo, afinal, tínhamos dois castelos, Chambord e Chiverny, para visitar. Tomamos o café da manhã no hotel e logo partimos para Chambord, a 25km de Blois. O GPS nos guiou por algum caminho estranho, mas bastante bonito. A chegada ao castelo é bastante impressionante, toda a área em volta do castelo é um bosque e a grande estrutura do castelo se ergue no meio da mata.

O castelo é bastante bonito, o que chama bastante a atenção é a simetria da construção, assim como a grande escada em hélice dupla no centro do castelo. Almoçamos do lado do castelo, na sombra, vendo o castelo. O sol estava generoso, e na sombra estava agradável. Após nosso sanduíche, pegamos o carro e seguimos as instruções do GPS para chegarmos em Chiverny.

Chiverny é o castelo que inspirou um dos castelos que aparecem nos quadrinhos do Tin Tin. Se compararmos ele com Chambord ou com Blois, é um castelo pequeno, talvez esteja mais para uma grande mansão. Os jardins do castelo são incríveis, enormes e super bem cuidados. Além disso, eles possuiu uma gigante matilha de cães de caça. Assistimos os cachorros recebendo a janta, eram uns 100 animais correndo e disputando a carne e ração. Uma cena incrível e inusitada.

Voltamos para Blois cedo, compramos pains au chocolate para a alegria da Nanda e aproveitamos para jantar dessa vez, afinal era bem antes das 22h.

De Paris para Blois

2011 April 19
by Pedro Kiefer

Ontem foi nosso último dia de passeios por Paris, hoje nos restou dizer adeus a cidade, pegar “nosso” carro e nos dirigimos para o Vale do Loire. Claro que isso não seria assim tão simples. Sair de Paris de carro é complicado, tem bastante transito, até parece São Paulo. Fiquei com a impressão de que qualquer pessoa que consegue sobreviver no transito de São Paulo tira de letra o transito em outras cidades. O GPS nos salvou e nos colocou na rota correta para Blois.

A estrada estava super movimentada, acho que eles estão de férias, ou algo assim, pois os carros estavam todos lotados, com crianças, bicicletas, animais de estimação… Paramos num posto no meio da A10 para almoçarmos. Incrível é que até a comida de um posto de gasolina na frança consegue ser boa. Tínhamos bastante chão pela frente, e a voz do GPS foi nos guiando. Fomos amadores em não analizar a rota que o GPS criou, seria bem mais fácil do que confiar no aparelho. Aqui as placas da estrada realmente informam as direções.

Chegamos em Blois, que foi capital francesa lá por 1500 ou 1600, estávamos cansados da estrada. O hotel que reservamos na véspera era bom e muito bem localizado, quase na frente do Châteu de Blois. Logo saímos para a rua, para visitar o castelo e ver a cidade. O castelo é bastante interessante, foi construído em partes, cada rei fez um bloco. São vários estilos de arquitetura reunidos em uma praça. Hoje começou a temporada do show de Luz e Música do castelo, aproveitamos para comprar o ingresso conjuto.

Visitamos todo o castelo e ainda era cedo, tínhamos algumas horas até o show de Luz e Música. Passeamos pelo centro de Blois, uma cidade muito charmosa, com bastante história para contar. Entramos na melhor loja de coisas para chá e café, queria comprar a loja inteira, ainda bem que eles já estavam fechando.

O show começou pontualmente às 22h, realmente vale a pena. Mesmo eu que não entendo francês achei legal. A Nanda entendia a narração e achou mais legal ainda. Nosso único problema foi não termos planejado a janta antes do show. Quando acabou, às 22h30, todos os restaurantes da cidade estavam fechados. Então, cuidado, no interior da frança tudo fecha às 22h, sem perdão.

Despedida de Paris…

2011 April 19
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by Pedro Kiefer

Último dia útil em Paris, começamos explorando o Canal Saint Martin. Pouco conhecido dos turistas, mas um local muito bonito. Segundo um amigo meu a noite é mais legal de visitar, pois fica iluminado e cheio de bares nas bordas do canal. O canal liga o Sena até o parque de La Vilette, dá para ir a pé, seguindo as margens do rio até o parque. Não fizemos isso, pois tinhamos outros destino ainda nesta manhã.

Próxima parada, Opéra National de Paris – Garnier. Para chegarmos lá, passamos pela Gare de l’Est, que a Nanda aproveitou para conhecer, foi a primeira estação de trem que ela entrou. Várias outras estão no planejamento da viagem. Chegamos na Opéra e descobrimos que o ingresso do Musée d’Orsay dão direito a tarifa reduzida no ingresso para a visita. A Opéra é incrível! É um misto de opulência e beleza, com a bela pintura do teto pelo Chagall. Só visitando para entender. Só fiquei na dúvida se eu conseguiria assistir um espetáculo ali, acho que passaria o tempo inteiro descobrindo os detalhes do teto, colunas, etc…

Saímos da Opéra e caminhamos com calma em direção ao Jardin des Tuileries, passando no caminho por outra zona chique de Paris, a Place Vendôme. Ali estão situados diversas lojas de marcas luxuosas, assim como o hotel Ritz. Chegamos no Jardin e era hora de almoçar. Compramos sanduíches em um dos quiosques e comemos na sombra das árvores. O sol estava derretendo, ainda bem que já tem folhas nas copas das árvores. Depois da pequena comilança, caminhamos meio sem rumo pelo jardim, passamos na frente do Louvre e fomos até a margem do Sena.

A essa hora, já estavamos um pouco cansados, e queriamos comprar mais algumas coisas em Paris, afinal, era nosso último dia útil. Fomos para a Champs-Élysées e voltamos na FNAC e Sephora. Dessa vez eu comprei uma mochila para carregar a máquina e um flash SB-700. Pós compras, entramos na Ladurée, famosa confeitaria francesa. É bastante fácil ir a falência entrando nessa confeitaria. Os doces são lindos, e muito, muito bons, a única coisa ruim é o preço.

Carregados, fomos para o hotel, precisávamos achar um hotel para ficar no Vale do Loire. Jantamos no mesmo local do primeiro dia, um outro super omelete. Não consigo entender se alguém consegue comer um omelete daqueles sozinho, tem 500g de batata, mais ovos, mais o recheio e queijos, WOW!

Dicas para Paris

  • Mapa “Paris Tourisme – Paris Travel Kit” que existe nas estações de Metrô é muito bom, com as principais ruas e todas as paradas do metrô. Vale a pena pegar um e levar sempre consigo.
  • Façam um Navigo (antigamente era a Carte Orange, que foi modernizada e virou um cartão), apesar da semana começar na segunda para o ticket semanal, é a forma mais barata de se locomover em Paris. Lembrem-se de levar uma foto para fazer o cartão.

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