Caminhar e caminhar e caminhar…

Nada melhor para conhecer uma cidade do que caminhar por ela, teus pés provavelmente dirão o contrário, mas vale o esforço. Saímos do hotel cedo, mas sem rumo muito certo, só sabiamos que iamos visitar a L’Orangerie à tarde. O dia estava absurdamente gelado, mas achamos que estava tranquilo para caminharmos, descemos em direção ao Sena até a altura de Les Halles – que está em plena demolição e reconstrução (ainda bem, era muito horrível).

Como estavamos perto do Palais Royal, resolvemos seguir até lá, passando pelo prédio da Bolsa e os fundos do Louvre. Um pedaço do jardim está fechado para reformas, mas conseguimos ver o trabalho do Daniel Buren. Sempre (duas vezes) que vejo esse trabalho acho ele bastante divertido! A Nanda também gostou e o jardim estava lindo. A essa altura a Nanda já estava congelando, tivemos que voltar para o hotel e colocar mais roupa.

Vestidos para o frio, caminhamos até a Republique, onde iamos pegar o metrô em direção a L’Orangerie. Como já era tarde, resolvemos almoçar por ali. Entramos num café que tinha como menu do dia bifé com molho de pimenta verde. Estava muito bom, como vocês podem ver na foto.

A L’Orangerie é linda! As ninféias do Monet continuam nas top 10 pinturas para mim. A Nanda ficou emocionada com as pinturas. Depois do Monet, vimos o subsolo do museus, com seus vários quadros de pintores modernistas. Vale a visita!

Saíndo do museu, resolvemos caminhar um pouco mais, afinal, mal tinhamos aquecido. Passamos pelas pontes na margem do Sena, e acabamos na frente do Grand Palais e Petit Palais. Como o Petit Palais estava fechado, entramos no Grand Palais. O grande Hall do palácio estava fechado, a última exposição acabou uns 3 dias antes – pena não vai ser dessa vez que irei visitar o interior da abobada de vidro. Vimos uma exposição sobre os primeiros pintores de paisagem na Itália, muito bonito! Também vimos uma exposição de Lam, Picasso e ….. bastante interessante, pena que eu não sei francês. Afinal …. era um poeta. A Nanda aproveitou mais a exposição e gostou dos poemas.

Saímos do museu e caminhamos pela Champs-Elysées, acabamos comendo um doce na Paul. Nada de outro mundo, mas era o que estava mais fácil e perto no momento. Após o lanche, caminhamos por uma das ruas chiques da cidade: George V. Lá estão diversas lojas de grifes, e a rua é bem bonita. No final da rua está a Ponte D’Alma, onde a Lady Di morreu. Ainda há flores por ali! Já que estavamos do “lado” da torre, resolvemos caminhar até lá. A Nanda estava totalmente feliz e empolgada de estar embaixo da torre novamente. Ela finalmente conheceu o lado “certo” da torre, a vista do Trocádero. Esperamos a torre acender e depois começar a piscar (às 21h, e durou 5 minutos).

Encerramos o dia comendo um prato de Spaghetti a bolognesa e um “capeletti” de presunto parma. Chegamos exaustos, mas felizes no hotel. O dia foi bastante produtivo!

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