Último dia de Berlin

Minha estada em Berlin estava acabando, o Hartmut sugeriu irmos até Potsdam novamente visitar o bairro holandês, a colônia russa e o castelo Cecilienhof. Achei um ótimo plano para fazer pela manhã, pretendia ir a tarde no Pergamon Museum. Potsdam, como eu já disse, fica a poucos minutos da casa do Hartmut, o bairro holandês é logo abaixo do centro histórico da cidade. No bairro todos os prédio são de tijolo vermelho, típico da arquitetura holandesa, com janelas brancas e verdes. Só demos uma volta a pé pela quadra, a casa museu que há ali estava fechada.

Seguimos até a colônia russa, que foi fundada em 1780 ou algo assim, para abrigar alguns russos que vieram para cidade construir algo para o rei. Não consegui entender toda a história que o Hartmut me contou. Umas oito casas formam a colônia junto com enormes jardins, usados como hortas. Todas as casas são de madeira, com impressionantes detalhes recortados na fachada. No morro próximo está uma minúscula igreja ortodoxa e incrivelmente bastante freqüêntada, acho que sobraram muitos russos em Potsdam, que fazia parte da DDR. A igreja deve ser em planta um quadrado de não mais de 5 metros de lado, é realmente pequena e todos ficam de pé, o que é bem diferente da igreja católica normal.

Andamos mais um pouco e chegamos ao castelos Cecilienhof, famoso por ter sediado as conferências no final da guerra. Ali se reuniram os três chefes de estado vencedores, Churchill, Truman e Stalin. Potsdam apesar de quase fazer parte dde Berlin foi pouco afetada pelos bombardeios aliados, esse foi um dos motivos para utilizarem a cidade como sede das conferências. Grande parte das antigas casas continuam lá, mas estão bastante detonadas pelos 40 anos de DDR e falta de manutenção. Almoçamos no restaurante que há no castelo, talvez eu tenha sentado na cadeira do Stalin, mas não posso afirmar nada. A comida era ótima, comi um prato com carne, cebola, mostarda e obviamente batatas. Depois do almoço demos uma volta pelo exterior do castelo, havia uma turma de estudantes espanhois tendo uma aula sobre o final da segunda guerra e os acontecimentos que se passaram naquele castelo.

Como eu queria ir até o Pergamon Museum pedia para o Hartmut me deixar na estação do S-Bahn, para ele não precisar atravessar a cidade para me levar. Antes de chegarmos na estação passamos por Babelsberg, outra cidade na divisa de Berlin, que possui as enormes casas que sediaram todos os chefes de estado no final da guerra. Há algumas histórias engraçadas sobre as casas, mas não lembro nenhuma em particular agora. Depois dessa volta cheguei na estação de Wannsee e peguei o S-Bahn até a Museum Insel.

Quando me falavam que eu devia ir no Pergamon Museum eu não levava muito a sério. Não sou muito fã de objetos antigos, e não sei muito sobre a história deles (sejam romanos, gregos, egípicios, etc). Cheguei no museu com um pé atrás, esperando um gigante atrolhamento de objetos e esculturas. Mas nada disso aconteceu! O museu não era atrolhado e a qualidade das coisas expostas era único! Tive que revisar meu conceito sobre a pirataria dos ingleses, os alemães também cataram tudo o que interessava a eles nos outros países. A enorme seção do museu com artefactos da Babilônia é incrível! Pra mim esse foi o melhor museu com objetos antigos, valeu a visita!

Como bom turísta, resolvi me despedir da Potsdamer Platz e obviamente achei que era sensato caminhar até lá. Só esqueci o detalhe que são quase 40 minutos de caminhada! Mas sem problemas, encarei a caminhada e dei tchau a Berlin. Antes de pegar o S-Bahn para voltar para casa, achei uma loja com quebra cabeças de madeira, fiquei na loja mais de meia hora, mas resolvi dois dos jogos. Acho que foi um ótimo jeito de dizer adeus a cidade, quero voltar para cá em breve, há muito ainda para ser explorado!

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