Praga

Acordei numa preguiça infinita para fazer turismo, não queria sair do hostel, mas depois de um grande esforço consegui sair. A grande atração de Praga é o castelo que fica em cima de um dos morros da cidade. Peguei o tram até o pé da montanha e caminhei ladeira acima até a entrada do castelo. Obviamente tudo já estava tomado de turistas, desanimei de entrar no castelo. Não estava afim de ficar em filas, mas depois de um pouco decidi que eu devia visitar o castelo sim, afinal não há muito mais o que fazer nessa cidade.

Okey, todos amam Praga, mas todos amam “merengues” nos prédios, eu estava num dia modernista, não queria ver mais prédios com merengues. A cidade é bem bonita, mas os 20 anos de capitalismo destruiram as mentes dos habitantes, aqui tudo está a venda e todos só pensam em como enganar mais um turista para ganhar dinheiro. Para uma cidade tão turistica espera-se que haja placas numa língua ocidental, mas tudo só está escrito em tcheco. Nem o metrô avisa se tu está na estação principal de trem!

Comprei meu ticket para o castelo com todas as atrações e o direito de fotografar. Começei visitando um “museu” dentro do castelo, com algumas pinturas, talvez as piores pinturas que eu já vi num museu. Mas me diverti visitando os salões principais do castelo, ver os vidros artesanais feitos para as janelas. O castelo realmente vale a pena de se visitar, passei umas boas três horas passeando por todas as atrações que estavam inclusas no meu ticket. Acabei comendo um cachorro quente absurdamente caro, numa das lanchonetes dentro do castelo.

Depois de visitar tudo peguei o Tram até a base da montanha e caminhei pelas ruas, até chegar no verdadeiro museu do kafka. Esse, sim, vale a pena pagar para visitar! O museu abriga a exposição organizada pelo CCCB de Barcelona (o mesmo local onde eu vi a exposição sobre o Apartheid), que depois de rodar o mundo foi hospedada em definitivo aqui em Praga. O conteúdo da exposição é ótimo, assim como a montagem. Descobri diversas coisas sobre o Kafka, e fiquei com vontade de ler os livros dele.

Na frente do museu há um café com internet gratuita, obviamente eu sentei ali, tomei um café e relaxei do meu longo dia de turismo. Caminhei um pouco mais depois do café, arrumei algo para jantar e voltei para o hostel para reempacotar minhas coisas. Afinal, meus dois dias de Praga haviam acabado, hora de ir para München encontrar a Laura e pegar leve no turismo.

Antes de encerrar o post devo dizer que o capitalismo fez MUITO mal a Praga. A ganância parece imperar aqui, assim como a grosseria. Não tenho vontade de voltar para essa cidade, pelo menos não para fazer turismo sozinho e sem muita grana. Não consegui entender o que todos acham genial nessa cidade, mas talvez seja só eu que estou cansado de fazer turismo. Who knows!

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