Hamburg, ou o vento que não para nunca

Cheguei em Hamburg, a cidade que o John tanto fala. A cidade é muito legal, é uma cidade grande, com prédios altos (para o padrão europeu) no centro da cidade. Pra variar fui fazer minha volta de reconhecimento da cidade, li no meu guia sobre os prédios “históricos” da cidade, as ruas mais importantes, etc. Meu hostel fica muito bem localizado a poucas quadras da ferroviária e da maioria dos museus. Antes de eu contar sobre o passeio do dia, vou contar sobre o hostel…

Fiz checkin no hostel com a pessoa mais atrapalhada da face da terra. A pobre criatura não sabia usar a máquina do cartão de crédito, demorou um bom tempo, passando o cartão de tudo quanto era jeito até conseguir fazer funcionar. Mas ela errou o valor, paguei 45 centavos a menos, fiquei quieto já que a minha reserva online estava um pouco equivocada (tinha pedido roupa de cama, cheguei aqui e não tinha; queria um café da manhã para o primeiro dia, etc). Minha sorte foi que não havia ninguém no meu quarto! Como estava cansado de arrastar mala, queria comer um snack qualquer, perguntei no bar do hostel e a resposta foi: “não há nada para comer, mas você pode fazer sua própria comida…”. Não entrei no mérito de não ter nenhum ingrediente para cozinhar… pedi um 7-Up e fui dormir, morrendo de fome.

Bom, voltando ao meu dia de passeio. Saí meio sem rumo, mas com um mapa no bolso e idéias do que eu queria ver. Saíndo do hostel passei por um dos museus (de arte contemporânea e de fotografia), e logo vi um prédio interessante, em forma de triangulo com a fachada de vidro e alguns pátios internos, não sei quem é o arquiteto, mas gostei do prédio. Quase na frente dele está a Chilehaus, um enorme prédio de um antigo arquiteto hamburgues, no meu guia tinha mais dados mas fiquei com preguiça de escrever. Tomei um café logo que achei uma cafeteria, descobri que no almoço eles tinham massa por apenas 3.90 euros, obviamente eu iria voltar ali para almoçar.

Caminhando mais um tanto entrei na St. Petrikirche, onde fui recebi por um simpático senhor, que me mostrou toda a igreja e explicou todos os trabalhos que haviam ali. A igreja era originalmente católica, mas tornou-se protestante em alguma data que eu não lembro. As igrejas protestantes são bem diferentes das igrejas católicas, não há quase nenhum adorno nas paredes. Os poucos que haviam eram da antiga igreja católica. Essa igreja foi a única que sobreviveu quase que intacta durante a guerra, junto com a Rathaus (prefeitura) e mais um prédio que eu não lembro agora.

Falando em guerra, hoje descobri que algo em torno de 70% da cidade virou ruinas durante a guerra. Vários prédios “históricos” tem no máximo 60 anos. Essa informação veio do memorial que existe no local da antiga igreja de St. Nikolaikirche, da igreja só sobrou a torre – que era o ponto mais alto da cidade até então e usado como referência para os bombardeios da cidade. De cima da torre avista-se quase toda a cidade, o problema é aguentar o vento, que junto com o frio, te congelam em poucos minutos.

Depois do meu passeio por igrejas e suas ruinas, caminhei até a margem do Elbe (qual o nome desse rio em português?). Caminhei um bom tanto pela margem do rio, até chegar ao Fischermarkt, onde todas as manhãs há um grande mercado de peixes. A essa altura estava cansado e resolvi voltar, mas para isso peguei uma rua paralela, para ver coisas novas. Não imaginava que tinha andado tanto, demorei um bocado para chegar no hostel. Sim, eu devia ter pego um metrô, mas andar também é bom!

Ah, agora tenho colegas no quarto, duas russas! Uma loira e uma ruiva, impossível tentar decifrar o que elas falam. Ainda há três camas vazias, espero que continue assim até terça. Esse post já está enorme e eu poderia escrever mais, mas vou acabar por aqui.

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