Fotos

Como bom índio, quer dizer, turísta, fiz mais um longe dia de caminhadas. O Hartmut me deixou na estação de Wannsee e em poucos minutos estava no centro de Berlin. A Lu havia me recomendado duas galerias de fotografia a Camera Works e C/O Berlin, incluí as duas no meu roteiro para o dia assim como o prédio do Álvaro Siza aqui em Berlin. Minha primeira parada foi na Camera Works. Uma galeria comercial de fotos, situada nos fundos de um antigo prédio (pelo menos aparenta ser antigo!). Vi a exposição do fotografo alemão Jim Rakete. Ele fotografa na maioria das vezes pessoas famosas em poses cotidianas e nada preparadas. Fiquei com vontade de comprar o livro da exposição mas era muito caro, assim como as fotos dele. No livro ele comenta sobre como ele fez as fotos, todas de longa exposição com 1/8 de segundo, numa camera Linhof gigantesca. As fotos são ótimas!

Por indicação do Hartmut, caminhei um pouco pelo bairro, passei em algumas livrarias e acabei entrando na KaDeWe ou Kaufhaus des Westens, enorme centro comercial com 6 andares e tudo quanto é tipo de coisas a venda. No último andar há uma seção só de comidas, com frutas “exóticas” – leia-se frutas tropicais, mas não achei guaraná a venda! Devia ter reclamado… Vale a pena dar uma passeada pelos 6 andares da loja.

Peguei o U-Bahn na frente da KaDeWe e fui até a estação próxima ao prédio do Siza, no outro lado da cidade mas ainda dentro da área ocidental. O prédio é bastante simples, chamando mais a atenção pela fachada da esquina, que é curva. O resto do prédio é bastante simétrico, com janelas igualmente espalhadas. Mas em uma das portas o ritmo das janelas é quebrado, com as janelas do que eu suponho ser a escada do prédio. O prédio fica a uma quadra do Spree e também da antiga divisa entre as duas alemanhas.

Atravessando a ponte, chega-se no que hoje em dia é a East Side Gallery, uma grande extensão do antigo muro. Esse pedaço do muro é conservado como memória do que foi a separação. Nele há tudo quanto é tipo de desenhos. Se esse pequeno pedaço já cria um certo pavor do que possa ter sido a separação, imagino que a sensação de ver o muro inteiro seja muito pior, mas é bom ver isso para lembrarmos que segregar povos é uma péssima idéia. Depois de caminhar toda a extensão do muro, cheguei na Ostbahnhof, que foi totalmente reformada e modernizada. Aproveitei para comprar minha passagem para Dresden e depois peguei o S-Bahn.

Desci do S-Bahn na Friedrich Straße, caminhei um pouco até chegar a Oranienburger Tor e achar meu caminho para a C/O Berlin. A C/O Berlin é um espaço para promover artes e fotografia, possui um grande espaço expositivo e alguns ateliers. A exposição em cartaz era do fotografo inglês Martin Parr. A mostra era uma retrospectiva do trabalho dele, que não faz fotos somente artísticas mas também trabalha com fotojornalismo. A maioria das fotos eram coloridas, mas com uma sacada em relação as cores ótima! Uma das fotos mais engraçadas era a foto de um turista (imagino eu) com casaco vermelho, azul e amarelo fotografando um jardim vermelho, azul e amarelo!

Entre as fotografias do Parr havia uma série sobre casais entediados, todas tiradas naquele momento que cada um olha para um lado e não sabe o que falar. Gostei muito das fotos, mas não havia nenhum livro barato sobre a exposição. Numa pequena sala havia uma outra mostra, com fotos de jovens fotografos feitas na Berlinale. Foi bastante divertido ver essas fotos, pois a maioria era do dia anterior – o dia que eu estava lá assistindo e brincando de tirar fotos. Não apareci em nenhuma delas, mas reconheci todos os instântes das fotos.

Para terminar meu dia fui até novamente até a Potsdamer Platz para acessar a internet (eta vício!). Estava um frio siberiano, pois ventava muito. Depois de congelar acessando a internet, entrei numa Starbucks para tomar um cappuccino e descongelar um pouco antes de voltar para casa.

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