Brücke Museum / Hamburger Bahnhof

Combinei com o Hartmut de irmos no Brücke Museum, museu do importante grupo do expressionismo alemão Die Brücke. O museu é pequeno, mas eles possuem o melhor acervo de obras do expressionismo alemão. Agora havia uma exposição com obras do Karl Schmidt-Rottluff, um dos integrantes do movimento Die Brücke. A maioria dos trabalhos expostos eram feitos com pastel, achei bastante impressionante as paissagens com neve. O museu fica longe do centro da cidade, mas vale a pena o passeio, na região há enormes casas de pessoas muito ricas. Se não me engano gravaram o filme Edukators no bairro do museu.

Após o museu, demos uma volta de carro, fomos ver os prédios comunistas do outro lado da cidade. No caminho passamos pela enorme Fernsehnturm e pela destruida e sempre em construção Alexander Platz. Os alemães implicam com a arquitetura modernista com suas linhas retas e fachadas simples, grande parte dos prédios da DDR não são horríveis. Os prédios são grandes, mas sempre há um enorme jardim ao lado e o prédio está no meio do terreno, diferente do brasil que há um prédio gigante colado no outro. Esperava ver uma cidade muito mais feia pelo que eu tinha lido.

Terminamos a nossa volta de carro na Hamburger Bahnhof, antiga estação de trem que hoje abriga um ótimo museu de arte contemporânea. O Hartmut não gosta muito de arte contemporânea, tentei mostrar pra ele e explicar por que era bom e etc, mas não tenho vocabulário para dizer isso em alemão. Lá havia duas mostras: a RESET, formada pelo acervo do museu, e uma retrospectiva do Bernhard Leitner, um artista/arquiteto que trabalha com som.

O acervo do museu é fantástico, para quem gosta de arte contemporânea eu diria que é imperdível. Há uma sala com Andy Wahrol, outra com os trabalhos cubistas do Lichenstein (junto com um trabalho do Picasso, que ele fez uma releitura), gigantes Cy Twombly (geniais eu diria). Há um gigante circulo de pedras do Richard Long no Hall principal, junto com uma série de trabalhos do Anselm Kiefer. Até agora eu não tinha visto muitos trabalhos do Kiefer, mas aqui tive a oportunidade de ver vários! Acho os trabalhos dele muito bons.

Para completar o museu há ainda uma sala inteira dedicada ao artista alemão Beuys, mas por mais que eu saiba o quão importante ele foi para a história da arte tenho sérias dificuldades de entender os trabalhos. No andar superior há ótimos trabalhos da Rachel Whiteread – ela trabalha preenchendo o vazio de objetos cotidianos e expondo só o vazio preenchido, acho muito legal o trabalho dela! -, do Anish Kapoor, do Bill Viola e do Matthew Barney.

Depois de olhar parte do acervo permanente do museu o Hartmut voltou para casa, e eu terminei de olhar o museu, fiquei por lá mais umas duas horas. Depois resolvi caminhar um pouco, ainda havia uma nésgua de sol. Quase na frente da Hamburger Bahnhof está a nova Hauptbahnhof de Berlin, que foi construida no lugar de uma antiga estação do S-Bahn, e todos os trens que saem de Berlin passam por lá. Antigamente haviam quatro estações de trem uma para atender o Norte, outra pro Sul, Leste e Oeste. O prédio todo de vidro da estação é bastante interessante, eu gostei bastante das colunas internas do prédio que são super-finas e seguram vários andares acima.

Caminhando mais um pouco cheguei no Regierungsviertel, onde está o Reichstag, mas resolvi não visita-lo hoje, afinal já estava escurecendo. Aproveitei para tirar umas fotos do final da tarde e depois segui até a Brandenburger Tor, para tirar umas fotos noturnas (espero que alguma tenha ficado boa!). Cansado do meu dia intenso, peguei um ônibus e depois o S-Bahn até em casa.

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