Berlin!

Primeiro dia oficialmente em Berlin, afinal, antes de ir ao centro da cidade não se está na cidade! O Hartmut queria me mostrar os ônibus e S-Bahn’s possíveis para ir até o centro. Pegamos o ônibus #118 até a estação do S-Bahn e de lá pode-se pegar duas linhas a S1 ou a S7, uma vai quase direto até o Zoo e a outra passa pela Potsdamer Platz. Então apesar da casa ser afastada é muito fácil de chegar no centro da cidade. Um pouco como era a casa da Lu em Londres.

Pegamos o ônibus #100, que a Lu já tinha me dado a dica, e passamos por vários pontos turísticos, Reichtag, Brandenburger Tor, Unter den Linden, etc. Descemos do ônibus na frente do museu de história alemã (Deutsches Historisches Museum), na Unter den Linden. O museu possui dois prédios, um antigo com as famosas máscaras de soldados mortos e um novo, desenhado pelo arquiteto I. M. Pei, que fez as pirâmides do Louvre e alguns prédios em Boston (MIT, John Hancock Building (uma torre de vidro enorme)). O prédio novo é interessante, mas já vi projetos melhores dele. O que eu mais gostei foi da nova cobertura de vidro para o prédio antigo, são duas camadas de vidro uma concava (transparente) e outra convexa (fosca). A parte fosca parece uma grande folha de papel voando sobre o vazio do pátio, é muito bonito!

Não olhamos todo o museu, visitamos só a exposição temporária “Novos Mundos – Neue Welten”, sobre os descobrimentos portugueses. A exposição é muito boa! Descobri várias coisas sobre os portugueses e suas colonias. No brasil quase não se comenta sobre as colonias africanas e asiáticas de portugal, mas aqui havia diversos objetos, mapas, livros e pinturas sobre as diversas colonias. Não havia muita coisa sobre o brasil, talvez por ser o mais conhecido de todos.

Saímos do museu e caminhamos um pouco pelas redondezas, passamos pela Museum Insel (Ilha dos museus), há diversos museus nessa ilha, alguns ainda estão em reformas, mas a maioria está aberto. Almoçamos num restaurante na frente da antiga ópera, comemos Croque Madame (basicamente uma torrada com ovo, mas muito melhor do que qualquer uma que se come no brasil!).

Na diagonal da ópera encontra-se a igreja de St. Hedwigs. Igreja católica em formato redondo! Não sei ao certo qual foi a provocação do rei aos católicos quando fez a igreja, mas com certeza é uma igreja inusitada. Caminhando um pouco mais se chega a uma praça, onde estão duas igrejas iguais! Mas que reparando bem, não são tão iguais assim, apenas possuem o mesmo volume. Uma é a igreja alemã e a outra a igreja francesa. A uma quadra da praça está um “museu” sobre o antigo castelo de berlin e pró reconstrução dele. O castelo apesar de ter sobrevivido (nem tanto assim) aos constantes bombardeios da guerra foi posto abaixo pelos russos, afinal um castelo não é algo nada democrático e não pode fazer parte da ideologia comunista.

Como meu guia, o Hartmut, estava cansado, afinal ele é um senhor e já tinha andado muito!! Paramos para tomar café numa chocolateria. No andar de baixo da chocolateria há diversos chocolates a venda e alguns disperdícios de chocolate como um gigante Titanic ou o Reichstag feitos de chocolate. Depois do café o Hartmut voltou para casa e eu continuei caminhando, há muitas coisas para se ver nessa cidade!

Na minha caminhada passei pelo Checkpoint Charlie, a famosa entrada para a DDR. Aliás, para os desinformados, berlin ocidental era uma ilha perdida no meio da DDR. O muro, ou equivalente (grades, minas terrestres, cachorros, metralhadoras, etc), existia em volta de toda a cidade ocidental. Acho que esse fato nunca havia ficado claro nas aulas de história, pelo menos para mim. Perto do Checkpoint há uma gigante bola do Claes Oldenburg, a bola é muito divertida, colorida, cheia de cadeiras “moles”. Acho que eu já tinha visto essa bola sendo construida em algum vídeo, mas não tenho certeza.

Meu rumo agora era a Potsdamer Platz, uma antiga praça, que durante vários anos funcionou como “ferro velho” da DDR. Depois da queda do muro, um dos grande impreendimentos da cidade foi o que fazer ali. A Daimler-Chrysler era dona de grande parte do terreno em volta, e fez um projeto urbanístico para o local. A Sony entrou junto no projeto e fez o Sony Center, um grande complexo de prédios de escritórios com uma praça fechada, tudo feito com aço e vidro. Além da cobertura de vidro da grande praça, o que mais se destaca é o enorme prédio ocupado pela Deutsch Bahn. Do outro lado da rua há também um outro enorme prédio, todo em tijolo, de uma arquitetura a meu ver duvidosa. Há também um prédio do Richard Rogers na mesma quadra.

Indo em direção ao Tiergarten (Tier = Animal, Garten = Jardim, mas não é um zoológico, era o antigo jardim de caça do rei!) há o magnífico prédio da filarmônica! Mas a essa hora já estava escuro, então só consegui fazer algumas fotos da fachada. Aproveitei para descobrir o horário da visita guiada pelo prédio. Em frente a filarmônica está também a Neue Nationalgalerie, projetada pelo Mies van der Rohe, mas a noite não consegui descobrir que o prédio estava assim tão perto! Cansado, fiz minha jornada de S-Bahn até a casa do Hartmut.

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