Berggruen Museum / Jüdisches Museum

Vocês já perceberam que eu adoro ir a museus, então hoje planejei o dia para ver dois museus o Berggruen Museum e o Jüdisches Museum. Fomos primeiro no Berggruen, que fica em frente ao castelo de Charlottenburg. Esse museu é formado pela coleção de um ex-galerista alemão e formado basicamente por obras do Picasso, Matisse e Klee. A coleção de obras desses três artistas é impressionante, há trabalhos de quase todas as fases deles. Adorei ver as colagens do Matisse e as aquarelas do Klee. Picasso eu não sou muito fã, mas tinha bons trabalhos. Também havia alguns trabalhos do Braque e Giacometti.

Olhar os três andares do museu não demora muito, então aproveitamos o sol para dar uma volta pelos jardins do castelo. Os jardins hoje em dia formam um parque, que antigamente era maior, no final da guerra um pedaço do jardim foi loteado. Há vários prédios antigos para se visitar nos jardins, como o malsoleu da rainha Louise ou ainda os diversos lagos com ligação ao rio. Como todo rei é excêntrico ele mandou construir esses acessos ao rio para poder vir de barco dos seus outros castelos!

No final da volta pelo castelo já era hora do almoço, fomos num restaurante italiano que há quase em frente ao castelo. Comi uma ótima lasanha! Depois do almoço eu queria ver o Jüdeisches Museum, então o Hartmut me levou até lá. O prédio do museu, projetado pelo arquiteto Daniel Libeskind, com sua arquitetura descontrutisva, é um grande labirinto todo recortado. Olhando em planta o prédio lembra um raio, mas por dentro perdemos a noção de onde estamos. Uma das coisas interessantes do prédio são os enormes vazios, internos e externos, que o arquiteto deixou de propósito. O espaço de exposição é bastante confuso, se não fossem as setas indicando o caminho não teria visto todo o museu. A exposição do museu deixa um pouco a desejar, parece mostrar só o que são os judeus, o que eles fizeram, por que eles não gostam de se misturar, etc. Talvez um judeu ache ótimo o museu, mas não consegui gostar muito. Lá pela metade do museu o Hartmut achou melhor ir para casa, pois ele já estava cansado. Terminei de ver o prédio sozinho e depois aproveitei o internet café que havia ao lado do museu para atualizar a família sobre a minha estada em Berlin.

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