Bauhaus Archiv & Alte Nationalgalerie

Hoje era sábado, aproveitei para dormir um pouco mais, colocar o sono em dia. Fazer turismo cansa bastante! Combinei com o Hartmut de irmos no Bauhaus Archiv, que além de ter uma arquitetura genial, projeto do Walter Gropius, possui ótimas exposições. O espaço do museu não é muito grande, mas estava exposto o material que integrou a exposição internacional de Paris em 1930. Diversos tipos de cadeiras (do Breuer, do Mies van der Rohe, etc), luminárias, utensílios domésticos, obras de arte – como o light-space-modulator do Laszo Moholy-Nagy, uma das primeiras esculturas cinéticas – e projetos. Todos extremamente modernistas, com linhas simples, extremamente minimalistas. Fiquei com vontade de comprar o jogo de xadrez modernista, mas só as peças custava mais de 300 euros! O tabuleiro custava outros 200 euros! Um roubo!

Numa outra sala do prédio há uma exposição histórica sobre a Bauhaus, que foi a grande escola de design alemão nos anos 20/30. Vários dos prédios projetados e construidos por eles acabaram destruidos durante a guerra, mas grande parte dos objetos sobreviveu. No dia anterior eu havia passado na frente de um dos prédios que sobreviveu a guerra, na rua Onkel Tom com projeto do Bruno Haut. Os alemães implicam um pouco com a arquitetura modernista, talvez ela seja limpa demais para eles…

Fomos almoçar num restaurante perto da Fernsehnturm, a imensa torre de TV que os comunistas fizeram. Fato comico sobre a torre, na metade final há uma gigante bola que abriga um café e miradouro, essa bola é revestida com pequenos fragmentos quadrados que quando o sol brilha acabam formando uma gigante cruz! Os comunistas só perceberam isso depois de inaugurada a torre e assim ficou, sempre que o sol brilha há uma cruz na torre! O restaurante que fomos almoçar era meio chique, não estava esperando isso. Acabei comendo um prato com três tipos de carnes e diferentes molhos acompanhado obviamente de batatas. Estava muito bom!

Na praça na frente da torre de TV está as estatuas do Marx e do Engels, ambos olhando a torre (ou talvez a cruz?). É engraçado cruzar com esse passado comunista alemão. Tentamos subir na torre, mas a fila estava gigantesca! Também, o dia estava perfeito, sol e céu azul.

O Hartmut já estava um pouco cansado de tanto turismo e voltou para casa, segui sozinho para a Alte Nationalgalerie, que possuiu uma ótima coleção de pintores, entre eles Renoir, Liebermann e meu favorito atualmente Friedrich. Há uma enorme sala no terceiro andar do museu dedicada as pinturas do Friedrich, e diversas salas menores com pinturas de Berlin em 1800. O fato mais curioso do museu é que há uma série de pinturas feitas pelo arquiteto Schinkel, que projetou grande partes dos prédios antigos de Berlin.

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