Vento, Muito Vento

Segunda-feira, os dois museus de arte moderna / contemporânea que eu queria ver estavam fechados, então acabei indo no Writers Museum. Sim, aqui há um museu sobre os escritores daqui, talvez por que eles tenham uma quantidade absurda de ótimos escritores! Jonathan Swift (Gulliver’s travels), Bram Stocker (Dracula), Oscar Wilde (The picture of Dorian Gray), George Bernard Shaw, William Buttler Yeats, Samuel Beckett, … se você achava que todos eles eram ingleses, então podem ficar chocados, todos são irlandeses! Sim, eu não mencionei James Joyce, mas acho que esse todos sabem que é irlandes.

No museu eu descobri pequenas histórias dos diversos autores irlandeses, um pouco da história da irlanda e também algumas curiosidades bobas. A primeira audição do Messiah de Handel foi em Dublin. Na irlanda, além do inglês eles falam Gaelic, uma linguagem baseada no celta ou algo assim, então em 1685 há a primeira tradução da biblia para o Gaelic. O primeiro livro irlandês é As viagem de Gulliver, do Jonathan Swift. O Bram Stocker estudou no Trinity College na mesma época que o Oscar Wilde.

Achei que no museu leria mais sobre o James Joyce, deveria ter ido num dos museus dele (sim, há dois na cidade), mas descobri algumas coisas sobre os livros dele. Ele escreveu todos os livros fora de dublin, mas sempre escrevendo sobre a cidade nos livros. O livro Ulysses se passa todo no dia que ele saiu da irlanda e vários personagens são pessoas da sociedade dublinense, como Mr. Guinness (acho que esse sobrenome todos devem reconhecer ;)). Descobri que existe um autor (Máirtín ó Cadhain) que escreve só em Gaelic, com uma obra comparada com Ulysses em importância.

Depois desse monte de cultura no museu, resolvi descançar o cerebro e caminhar até o Porto, e também aproveitar que o tempo estava bom, com sol esporadicamente. Durante a caminhada descobri que os fatos que o Cartucho havia me contado sobre a Irlanda eram bem reais. A Irlanda até o inicio da década de 90 era (ainda é) um país rural, mas por algum motivo a união europeia (EU) resolveu investir no país. Hoje Dublin é o Sillicon Valley europeu, com sede de todas as grandes empresas de IT (ou TI, pra quem prefere em pt_br) e muitas startups. A quantidade de milionários na cidade também é enorme (não tenho números, google it if you want). Isso tudo significa que estão construindo tudo na cidade: prédios, trams, pontes, trem, estradas, etc. Nunca vi tantas gruas numa mesma área, toda a área perto do Porto está sendo construida ou reconstruida, não consegui descobrir. Andei pelas duas margens do rio que divide Dublin e quase levantei vôo com tanto vento, na volta entrei na Temple Bar Street, uma rua de bares, artes, etc.

Uma das atrações da Temple Bar é o Nationa Photographic Gallery, lá vi uma ótima exposição de fotos coloridas da 1913. As fotos documentam as diversas regiões da irlanda nesse ano, junto com as fotos as fotografas mantiveram um diário enquanto fotografavam, então havia bastantes histórias sobre as fotos. Cansado de tanto andar, rumei para a rodoviária, parando para usar a internet no caminho e uma hora depois casa, hora de descansar para mais andanças no outro dia.

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