Tate e Financial Center (pelo menos eu julgo que ali seja)

O dia amanheceu chuvoso, não, minto, caía um pé d’água, mas pra minha sorte parou de chover. Sai para a cidade visitar alguns prédios e ir na Tate Modern, peguei a Northern Line até Bank, barbada nem é preciso trocar de linha. Na saída da Bank Station está o Bank of London e a London Stock Exchange, só havia pessoas arrumadas e engravatadas por ali. Caminhei em direção ao prédio do Lloyds, desenhado pelo Richard Rogers (que eu já mencionei em algum outro post). Não sei se o Lloyds é mais antigo que o Pompidou em Paris, mas várias coisas na fachada dele lembram o prédio de paris.

Quase na frente do Lloyds fica o Gerkhin, o prédio em forma de ovo, desenhado pelo Norman Foster. O prédio e a fachada são espiralados, isto é, cada andar está girado alguns graus, então os pilares que saem na diagonal na base do prédio formam essa espiral. O prédio é muito mais interessante que a Torre de AGBAR (Barcelona). Tirei algumas fotos, e acabei voltando nas redondezas dele outro dia e tirei mais fotos.

Ambos os prédios ficam próximos a St. Paul’s Church (ou será Cathedral?), mas custava mais de £10 para visitar, achei que não valia a pena investir nisso. Dei uma volta por fora na igreja, parece ser gigante por dentro. Na lateral da igreja, caminhando em direção ao Thames River, está a Millennium Bridge. Essa ponte foi construida em 2000 (ou um ano antes, por isso o nome). Fato curioso, quando inauguraram a ponte ela balançava para os lados, depois estudaram o problema e arrumaram a estrutura dela para não balançar mais. Do outro lado da ponte está o Tate Modern, um enorme museu de arte moderna e contemporânea. Descobri depois que a reforma do prédio é do Herzog & de Meuron, antes funcionava ali uma usina de energia elétrica, mas aqui, diferente de Porto Alegre, souberam aproveitar o espaço e fazer algo bom.

Dentro do Tate Modern há diversas exposições, algumas pagas (as temporárias) e as demais de graça. No grande hall, onde antes tinha as turbinas da usina, havia um trabalho da Doris Salcedo. Ela abriu uma rachadura por todo o chão do hall. Várias pessoas tropeçam no buraco apesar dos vários cartazes lembrando do perigo do buraco. Vi uma mulher prender o pé no buraco. A exposição temporária que tinha era da Louise Bourgeois, muito bom o trabalho dela e bastante forte. Deveria falar mais sobre essa exposição, mas prefiro comentar sobre o acervo permamente do museu.

O acervo de obras permanentes do museu é simplesmente impressionante. Com muitos trabalhos ótimos, mostrando as diversas tendencias / pensamentos artisticos. Poderia passar diversos dias indo no acervo para rever algumas obras.

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